Emagrecer, estudar, ler mais, economizar dinheiro, arrumar um novo emprego, parar de fumar, aprender algo novo, ser feliz, iniciar e/ou finalizar algum projeto, dentre outra infinidade de objetivos e desejos, que é claro, nós não desistimos de realizar, mas apenas deixamos para o próximo ano.
O mês de dezembro passa rápido como um cometa, levando consigo o resto de possibilidade e tempo para realizarmos tudo aquilo que planejamos e/ou prometemos para o ano em vigor. No entanto, chega o dia 31 com toda a sua magia e sedução, nos enchendo de esperança, pois se a terra deu uma volta inteira em sua órbita e começará novamente, porque nós também não podemos recomeçar? A passagem de um ano para o outro, carrega consigo toda uma simbologia, onde fatores culturais, sociais e até mesmo religiosos, recheiam os últimos dias do ano com um clima mágico e pretensioso, onde os nossos desejos ganham espaço para a esperança e renovação.
É claro que algumas pessoas conseguem realizar os objetivos e promessas realizados no período de ano novo, no entanto, não é novidade que para a maioria da população, cumprir as promessas feitas nesta época do ano é algo pouco provável. Isso porque, algumas pessoas tendem a ir de um extremo ao outro, prometendo coisas difíceis de se concretizar, sem desenhar o caminho que precisam percorrer para chegarem até lá. Além disso, também existe a falta de autoconhecimento como fator determinante para a realização ou não das promessas realizadas, pois sem autoconhecimento, nós ficamos sujeitos a prometer coisas que não temos condições e/ou estrutura para cumprir, e até mesmo coisas que no fundo, não são coerentes com quem somos e com o que é verdadeiramente capaz de nos fazer feliz.
É como se o final do ano, fosse uma grande postergação coletiva, de coisas que exigem um elevado custo de resposta, organização e disciplina para serem realizadas, mas que tornamos a deixar para depois, sem olhar com atenção para essas questões estruturais que envolvem a realização das metas desejadas. Aprender algo novo, assim emagrecer por exemplo, estão no ranking de coisas mais desejadas nos finais de ano, de acordo com uma pesquisa divulgada pela revista Superinteressante, no entanto, observe que ambas as metas envolvem um alto custo de resposta do indivíduo que deseja realiza-las, como a busca de orientação técnica/profissional, investimento de tempo e dinheiro, além da prática contínua. Todas essas respostas inclusive, vão contra a nossa tendência natural de optar sempre pelo prazer e conforto, sem gastar energia.
Diante deste cenário, embora a realização das metas de fim de ano não sejam magicamente possíveis de se alcançar, é completamente natural e saudável pensarmos sobre a nossa trajetória no ano vigente e identificar possibilidades de conquistas e realizações. No entanto, como uma forma de não se frustrar com o não cumprimento das metas/promessas ao fim do próximo ano, experimente traçar os seus planos com base no autoconhecimento, identificando o que você realmente consegue realizar, ou o que você precisa construir antes para poder caminhar rumo aos seus objetivos. Caso você não tenha respostas suficientes para isso, talvez a busca de autoconhecimento seja uma meta interessante para se traçar e te ajudar a construir os seus próximos objetivos com mais qualidade, coerentes com a sua essência e capazes de serem realizados. Afinal de contas, ainda mais gostoso do que ganhar 365 dias novinhos em folhas para sonhar, é poder viver dia após dia, sabendo que estamos caminhando em pequenos passos, coerentes com aquilo que queremos e acreditamos.
A TOTUM deseja um excelente final de ano a todos (as) e que os votos de final de ano, sejam cheios de autoconhecimento e se transformem em futuras realizações!